Mais uma vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expõe o Brasil a constrangimento internacional
Em artigo publicado no The New York Times, Lula condena uma suposta ação dos Estados Unidos contra a Venezuela, mas ignora fatos básicos e cai em contradição.
O próprio Lula não reconheceu a eleição de Nicolás Maduro, por considerá-la fraudada. A oposição venceu, mas foi impedida de assumir.
Essa posição foi compartilhada pela maioria da comunidade internacional. A eleição de Maduro não foi reconhecida por democracias ocidentais, apenas por regimes autoritários aliados.
Além disso, Maduro é formalmente acusado pelo governo americano de envolvimento com o narcotráfico e outras graves violações, fatos amplamente conhecidos no cenário internacional.
O que causa espanto é o duplo discurso:
Lula critica ações dos Estados Unidos, mas evita responsabilizar o regime venezuelano pelo colapso econômico, pela repressão política e pela maior diáspora da história da América Latina — mais de 6 milhões de venezuelanos, muitos deles acolhidos pelo Brasil.
Usar a Presidência da República para demagogia ideológica internacional, às vésperas de eleições, não ajuda a democracia, não resolve a crise venezuelana e prejudica as relações comerciais e estratégicas do Brasil com os Estados Unidos.
O Brasil precisa de coerência, responsabilidade diplomática e defesa real da democracia, não de discursos seletivos para plateias ideológicas externas.
Deputado Federal Luiz Carlos Hauly (PODE – PR)
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